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Caso ThyssenKrupp-Vale en Santa Cruz-Río de Janaiero (Brasil)
  Estado multa CSA em R$ 1,8 milhão por conta de poluição no ar
   

Fonte : Cláudio Motta, O Globo

O Globo, 23/08/2010

RIO - O governo do estado multou a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), que opera em Santa Cruz, em R$ 1,8 milhão,por poluir o ar com material particulado (principalmente óxidos metálicos) no entorno da siderúrgica, em Santa Cruz, na semana passada. O valor, determinado pelo conselho diretor do Instituto estadual do Ambiente (Inea) nesta segunda-feira, chegou próximo ao máximo previsto pela legislação. A punição poderia variar de R$ 800 a R$ 2 milhões, dependendo da gravidade do problema. A CSA tem 15 dias para recorrer.

A penalidade foi elevada porque, durante uma vistoria na última sexta-feira, foi comprovado que, embora esteja em fase de pré-operação, a CSA não comunicou antecipadamente que enfrentava problemas com o alto-forno para que fossem adotadas providências que viessem a reduzir as emissões, que só foram detectadas pelas estações de monitoramento do ar instaladas na unidade.

Na sexta-feira, a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, anunciou que o problema que provocou poluição no ar em Santa Cruz só seria resolvido em 15 dias. A secretaria afirmou que medidas paliativas, como a diminuição da produção, já tinha sido tomadas.

Defeitos em linha de produção causaram incidente

O incidente teria ocorrido por conta de dois defeitos na linha de produção de ferro-gusa. O alto-forno de fabricação alemã não permitiria que a produção alcance a capacidade máxima, de 7,5 mil toneladas. Além disso, a coifa que faz a sucção do material particulado que resulta do resfriamento do ferro líquido incandescente também apresentou um erro de projeto. Em razão disso, a siderúrgica foi obrigada a utilizar um dos poços de emergência para despejo e resfriamento do material, que por ficar numa área aberta, permitiu que o material particulado fosse lançado no ar.

A Secretaria do Ambiente manteve as exigências feitas à siderúrgica para amenizar os efeitos das emissões : a redução da produção para a capacidade mínima, de 3,2 toneladas, o equivalente a 40% da máxima ; o aumento da aspersão de água no poço de emergência para reduzir a quantidade de partículas lançadas no ar, além do fechamento e da instalação de uma coifa na área do poço de emergência, para que no caso de necessidade de uso, o material particulado não volte a poluir o ar.

O Inea também mantém uma equipe acompanhando todo o processo de produção durante 24 horas. A Secretaria também aguarda os relatórios das secretarias de Saúde do estado e do município para verificar se houve aumento no número de atendimentos nos hospitais, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da região em consequência da poluição do ar, o que pode ser um agravante à infração.

Os técnicos do Inea detectaram pela primeira vez um aumento na quantidade de partículas no ar no entorno da siderúrgica no último dia 6 durante vistoria, mas não foram comunicados do defeito no alto-forno. No dia 16 voltaram a identificar o problema, quando a siderúrgica foi autuada e notificada a reduzir a produção num prazo máximo de cinco dias.



 
     
     
     
     
 
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