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Caso ThyssenKrupp-Vale en Santa Cruz-Río de Janaiero (Brasil)
  Companhia Siderúrgica do Atlântico poderá ter multa pesada por poluição no Rio
   

Companhia Siderúrgica do Atlântico poderá ter multa pesada por poluição no Rio

Nielmar Oliveira Repórter da Agência Brasil, 05/01/2011

Rio de Janeiro - O governo do Rio poderá aplicar severa multa à Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) pela poluição causada em Santa Cruz, bairro da zona oeste da capital, no último dia 26 de dezembro. A emissão de fuligem atingiu casas e carros situados nas imediações da empresa.

O assunto será tema de entrevista coletiva hoje (5) na Secretaria do Ambiente do estado. Estarão presentes o secretário do Ambiente, Carlos Minc, e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos.

Minc vai anunciar as decisões tomadas pelo conselho diretor do Inea em relação à CSA. Em nota, a Secretaria do Ambiente admite que a companhia poderá “sofrer pesada multa por poluir o ar de Santa Cruz com a emissão de grafite no entorno da usina, no fim do ano passado”.

Minc e Marilene vão detalhar os ajustes que a CSA precisará fazer para obter do Inea a licença de operação, documento necessário para assegurar seu funcionamento definitivo.

A nota informa ainda que em reunião do conselho de administração da CSA com o Inea, no dia 28 de dezembro, a siderúrgica se comprometeu a contratar uma auditoria externa, conforme exigência do instituto e do Ministério Público Federal.

Na reunião, o Inea descartou a participação de auditores alemães “para evitar conflitos de interesses”, uma vez que o grupo controlador da siderúrgica é o alemão Thyssenkrupp, com 73,13% do capital. Os 26,87% restantes são da Vale. Entre as candidatas a realizar a auditoria estão a coreana Hyundai, a holandesa Tata Chorus, a brasileira Usimec e a canadense Hatch.

A CSA já se comprometeu a indenizar as famílias que moram no entorno da usina e que foram atingidas pela emissão de fuligem. Segundo o Inea, o valor da indenização ainda não foi definido, “mas deverá ser equivalente aos gastos que os moradores tiveram para limpar os bens atingidos”.

O acidente provocou o que os moradores chamaram de “chuva de prata”, que atingiu casas e carros. Segundo a siderúrgica, a poluição ocorreu em consequencia de defeito em um guindaste da aciaria - unidade que processa o ferro-gusa produzido pelos fornos. Com isso, a CSA teve que utilizar o poço de emergência para escoar o produto, o que acabou provocando as emissões.

Edição : Graça Adjuto



 
     
     
     
     
 
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